Ação extensionista da UFMG dá suporte em comunicação no combate ao Covid-19 na periferia

O Comunicação Solidária Covid-19 é um projeto que congrega ensino, pesquisa e extensão, envolvendo alunos de graduação e pós-graduação, professores e técnicos administrativos da UFMG, além de profissionais externos convidados, que colaboram com os projetos Periferia Viva e Comunidade Viva sem Fome.

  • Data: 29 de junho de 2020
  • Categoria(s): Tá dando certo

Processo educativo, cultural e científico, que articula o Ensino e a Pesquisa e viabiliza a relação transformadora entre a universidade e a sociedade, a Extensão Universitária brasileira é um dos pilares da educação pública superior. Para Maria das Dores Pimentel Nogueira, coordenadora do programa de extensão Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha e referência no assunto, as premissas da Extensão Universitária devem-se fundar nas prioridades da região em que atua, sensibilizando-se às necessidades e às atividades da sociedade para ir além do pensamento de que a universidade é detentora de um saber pronto e acabado a oferecer.

Fiando-se nessas noções, o projeto de extensão “Comunicação Solidária COVID19”, vinculado ao Departamento de Comunicação da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, origina-se como uma estrutura de suporte comunicacional e de mobilização à plataforma Periferia Viva e ao projeto Comunidade Viva sem Fome, através de um conjunto de processos e ferramentas de promoção e facilitação da ação colaborativa para a mitigação dos impactos da pandemia do coronavírus nos territórios periféricos.

As ações apoiadas são de iniciativa da Associação Imagem Comunitária (AIC), em aliança estratégica como a Laço Associação de Apoio Social, o Fórum das Juventudes da Grande BH, a Associação Mineira de Supermercados (AMIS), Cáritas Brasileira e o Grupo de Pesquisa em Comunicação, Mobilização Social e Opinião Pública – Mobiliza (DCS/UFMG).

No que diz especificamente ao “Comunicação Solidária Covid-19”, o projeto prevê a integração de esforços numa força-tarefa, com o envolvimento de alunos de diversos cursos de graduação e pós-graduação, professores e servidores técnico-administrativos de forma voluntária, sob coordenação integrada, envolvendo aspectos de ensino e extensão, também associados ao Mobiliza.

Ação em números

Reunião de parte da equipe do Comunicação Solidária Covid-19

Iniciado no mês de abril de 2020, o Comunicação Solidária começou tímido, com poucos voluntários, mas esse cenário logo mudou. Atualmente, o projeto conta com quatro professores envolvidos, sendo três do Departamento de Comunicação Social e um do Departamento de Nutrição; a coordenadora do Programa Polo Jequitinhonha integra a equipe como servidora técnica-administrativa; no que se refere aos alunos de graduação, estão atuando 18 provenientes de cinco cursos diferentes (Relações Públicas, Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Direito e Engenharia Ambiental); sobre os alunos da pós-graduação, são quatro envolvidos, sendo três do curso de doutorado em Comunicação Social e um do mestrado; por fim, a equipe também conta com quatro profissionais de comunicação convidados e voluntários.

Os membros da equipe estão se dividindo em diferentes frentes de atuação, sendo elas: escuta qualificada das iniciativas; produção de conteúdo para blog; produção de conteúdo para redes sociais; assessoria de imprensa aos projetos; assessoria de comunicação solidária aos grupos necessitados e articulação social entre os parceiros.

Uma conversa com o coordenador do projeto

Conversamos com o professor que está coordenando o projeto, Márcio Simeone Henriques, docente do Departamento de Comunicação Social da UFMG e líder do Grupo de Pesquisa Mobiliza. Sobre a importância de um projeto de extensão como esse, ele nos disse:

“Este projeto de extensão dá sequência a todo um conjunto de atividades de Extensão, de Ensino e de Pesquisa que a gente vem tratando como sendo da comunicação solidária. Então, tem um processo formativo, que é trabalhado nos processos colaborativos e de suporte de comunicação, dentro de uma metodologia solidária e colaborativa. Por isso mesmo, ele se integra a projetos como o Agência de Comunicação Solidária, também chamado de ACS-LAB, que é um grande laboratório no qual a gente trabalha esse tipo de coisa”, afirma Márcio.

Sobre a ação conjunta entre o Mobiliza e as demais instituições, Márcio ressaltou a tradição de trabalho da AIC em diversas ações na Universidade e a importância de tal parceria para a formação acadêmica dos alunos.

“Na verdade, a gente já tem uma parceria de longa data com a AIC, inclusive com um termo de cooperação com a Universidade , mais especificamente entre o Departamento de Comunicação e a Associação Imagem Comunitária. É em nome dessa cooperação que temos feito atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão, contando com essa parceria dentro da perspectiva da comunicação solidária. Então a gente já tem uma tradição de trabalho, já trabalhamos muito juntos com a AIC em várias frentes de trabalho, e esta é apenas mais uma”, pontua o professor.

Considerando a indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão, o professor Márcio falou da atuação do Mobiliza nesse cenário e de sua importância:

“A gente sempre trata a Extensão dentro de uma perspectiva mais integral e integrada com o Ensino e com a Pesquisa, sendo o nosso grupo de pesquisa, o Mobiliza, uma base importante para as reflexões e para a geração de novas possibilidades e também articulação com outros projetos de extensão que a gente realiza. Então, a inserção do grupo é muito importante. Não é apenas a inserção pontual de membros do grupo que estão participando. Essa inserção vem dentro de uma integração do Ensino, da Pesquisa e da Extensão”.

Também perguntamos ao professor o que ele identificava como desafios e oportunidades ao Comunicação Solidária Covid-19 e, dentre vários pontos, ele ressaltou a questão do trabalho remoto, que se apresenta tanto como um desafio quanto como uma oportunidade:

“Eu acho que tem vários desafios. O primeiro deles é o próprio fato da pandemia, que nos leva a fazer um trabalho a distância, um trabalho que o tempo todo tem que ser feito remotamente. No entanto, acho que esse desafio tem sido muito bem cumprido. Acredito que a gente tem conseguido obter muitos bons resultados, e trabalhando com as ferramentas que a gente dispõe para esse trabalho remoto. Este, portanto, é um grande desafio, mas também é uma grande oportunidade de aprendizado, de como lidar com essas situações, tendo essas restrições, diante de um cenário que é bastante complexo hoje”, afirma Márcio.

Por fim, questionamos Márcio sobre o papel da Universidade nesse cenário de pandemia e, mais especificamente, da comunicação:

“É sempre muito importante que a universidade persista na sua produção de conhecimento em todas as áreas. Todas as áreas de conhecimento devem contribuir para a superação de um contexto adverso como este que estamos vivendo no momento, que desafia todos nós. A comunicação também tem muito a contribuir nesse processo, e a Universidade vem demonstrando isso”.

Contatos

Para saber mais sobre o Grupo de Pesquisa Mobiliza, acesse o site http://www.fafich.ufmg.br/mobiliza/.

Para conhecer a equipe do Comunicação Solidária Covid-19 e os resultados alcançados, basta acessar o portal do Sistema de Informação da Extensão da UFMG.

Matéria escrita pela voluntária Laura Pimenta


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