COMUNIDADE VIVA SEM FOME DIVULGA ENTIDADES QUE RECEBERAM DOAÇÕES

Transparência do processo de auxílio faz com que novas pessoas e empresas colaborem com o projeto; comunidades de toda a região metropolitana de BH receberam cestas básicas

  • Data: 2 de junho de 2020
  • Categoria(s): Tá dando certo

Lagoa Santa, Contagem, Belo Horizonte. Congadeiros, quilombolas, indígenas, refugiados, ambulantes. São vários os grupos que receberam doações da Comunidade Viva sem Fome, campanha que incentiva a compra de cestas básicas para pessoas em situação de vulnerabilidade social da Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

Em pouco mais de 70 dias de campanha, a aliança estratégica entre a Associação Imagem Comunitária (AIC), a Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais e a Associação Mineira de Supermercados (AMIS) arrecadou mais de 1100 cestas básicas, em um total de 17 toneladas e meia de alimentos. 

Karla Damiani, relações públicas e coordenadora do Comunidade Viva sem Fome, explica que a busca pela transparência, que vai desde as escolhas iniciais de quem vai receber as doações, é um dos pilares da campanha. A equipe da AIC, por meio da rede Periferia Viva, faz uma ampla pesquisa junto às comunidades para conhecer a real necessidade de ajuda dos grupos. Esse diagnóstico também passa por avaliação de uma comissão constituída por representantes das entidades parceiras da campanha. 

“As entidades que recebem as cestas enviam os nomes das famílias credenciadas para a ajuda. É colhida, então, a assinatura dos membros. Também estamos recebendo muitas fotos desses momentos de entrega”, conta Karla.

O caminho das doações é o seguinte: após as compras serem efetivadas pelos sistemas de comércio online dos supermercados parceiros, os alimentos são levados para o Centro de Distribuição da Cáritas, onde ocorre a divisão da quantidade de cestas para cada grupo. É de lá que as cestas são direcionadas a cada entidade, e depois para as famílias em necessidade.

“O Comunidade Viva sem Fome mostra que os alimentos são para quem realmente está em vulnerabilidade social. Essa transparência gera confiança dos doadores e, com isso, amplia a possibilidade de novas doações”, explica Karla.

As informações completas atualizadas sobre a prestação de contas da campanha (número de cestas recebidas e quais comunidades) podem ser acessadas clicando aqui.

CONTINUE COLABORANDO

A campanha continua e você pode doar quantas vezes puder. E também indicar para familiares e amigos a plataforma de doações de cestas básicas da Viva sem Fome.

Para doar a partir de R$ 20,00, pelo boleto bancário ou cartão de crédito, clique aqui.

Para doar cestas básicas (com o valor de R$ 60,99 cada) e conhecer mais o projeto, você pode acessar o site e o Instagram @comunidadevivasemfome. 

QUE TAL CONHECER ALGUNS DOS PROJETOS BENEFICIADOS?

Dreminas – Associação de Pessoas com Doença Falciforme e Talassemia de Minas Gerais

Criada em 1991, a associação auxilia as famílias e os pacientes diagnosticados com doença facilforme, que fazem tratamento gratuito na capital mineira. Com o fechamento dos restaurantes da cidade, a Dreminas passou a fazer e a distribuir refeições para os pacientes na porta dos locais de atendimento médico. Por mês, são atendidas mais de 2 mil pessoas. 

É possível levar leite e outros tipos de alimentos na sede da Associação: rua Rio Grande do Norte, 237, Santa Efigênia. 

Associação Shekinah de Assistência Social, Belo Horizonte

Criado em 1996, a Associação, que fica no Taquaril, zona leste da cidade, atende a mais de 150 famílias em condição extrema de vulnerabilidade social com o projeto Família Solidária – que arrecada alimentos e itens de higienes.

Além de contribuir com a Viva sem Fome, você pode levar pessoalmente itens de higiene pessoal: rua Alair Pereira da Silva, 205, Taquaril. 

Comunidade Quilombola dos Arturos, em Contagem 

A comunidade dos Arturos foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). 

Os Arturos são uma comunidade familiar, tradicional, de ascendência negra, que cotidianamente vivenciam os conhecimentos sobre raízes e plantas, a benzeção, a construção e o tocar de tambores, as guardas do congado, a culinária. Para conhecer mais sobre a comunidade, acesse o livro feito pelo Iepha sobre os Arturos.

Coletivo Rosário do Bem, em Belo Horizonte

O coletivo foi criado para mitigar a fome de participantes de guardas de Congo da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de Belo Horizonte. As comunidades, algumas com mais de 80 anos, estão espalhadas por toda a cidade, como nos bairros Alto dos Pinheiros, Aparecida, Cabana Pai Tomás, Gameleira, Jatobá.

Para saber mais sobre o Rosário do Bem, leia aqui o texto sobre o coletivo no blog da Periferia Viva.  

Texto do voluntário Ives Teixeira Souza


Últimas do instagram

This endpoint has been retired