Fraldinhas nas Vilas: Periferia Viva lança campanha para diminuir custo de famílias que compõem a rede

Financiamento coletivo da “Fraldinhas nas vilas” está aberto até o final de setembro; expectativa é comprar fraldas ecológicas para 100 bebês de famílias em situação de extrema vulnerabilidade da RMBH; mapeamento vai ser feito por lideranças comunitárias.

  • Data: 3 de setembro de 2020
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Cada bebê usa, aproximadamente, 5500 fraldas descartáveis até o desfralde. O número impressiona, mas o que chama a atenção é a necessidade de fraldas para a higiene na primeira infância em um momento de extrema vulnerabilidade social, agravado com a pandemia de Covid-19. Soma-se a isso a recessão financeira e a dificuldade que as famílias têm tido em comprar comida, quicá comprar fraldas descartáveis.

Diante da demanda urgente de fraldas, a Periferia Viva lançou a campanha “Fraldinha nas Vilas”. A expectativa é arrecadar, por financiamento coletivo, cerca de 29 mil reais para a compra de fraldas ecológicas para 100 bebês de famílias em situação de pobreza e pobreza extrema mapeadas por lideranças comunitárias. A primeira etapa da campanha, que acontece até o final de setembro, pretende arrecadar dinheiro suficiente para auxiliar 33 bebês. 

Desde o início da mobilização, a Periferia Viva,  a partir da escuta de lideranças comunitárias que atuam nos territórios periféricas da região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), diagnosticou que a constante necessidade de fraldas é um dos principais desafios para as famílias que compõem a rede. 

Lúcia Helena, líder comunitária da Cabana do Pai Tomás, região oeste de Belo Horizonte, conta que mães que ficaram sem trabalho durante a pandemia de Covid-19 não têm condição financeira para comprar fraldas descartáveis na quantidade que são demandadas. Muitas delas, inclusive, precisam priorizar a compra de itens alimentícios, em prejuízo à higiene infantil.  

Solução definitiva 

As fraldas que serão distribuídas pela “Fraldinhas nas Vilas”, além de demorarem menos tempo para se decomporem na natureza, em comparação com as descartáveis, possuem menor custo financeiro. O valor gasto com fraldas descartáveis para um bebê, cerca de 140 reais por mês, pode beneficiar quatro bebês que usam, no mesmo período, as ecológicas. Um dos motivos é o fato de não ser preciso comprar novas fraldas à medida que são usadas, já que são laváveis e ajustáveis ao crescimento dos bebês. 

Outro benefício é que as fraldas ecológicas geram menos assaduras e são mais frescas que as descartáveis. Cada família selecionada vai receber, inicialmente, um kit composto por material informativo sobre o uso e instruções para limpeza, três fraldas ecológicas e seis absorventes reutilizáveis. Em um segundo momento da campanha, a expectativa é distribuir o enxoval completo para todos os bebês que se adaptarem ao uso das fraldas. 

Incentivo à leitura e arrecadação dobrada

O financiamento coletivo da campanha conta com dois diferenciais. Para quem doar a partir de 100 reais, será disponibilizado o e-book inédito “Olha Olha”, concebido pela ilustradora, mãe, e escritora Bruna Lubambo e pela fonoaudióloga Aline Lucena, mestre em Ciências da Criança e do Adolescente pela UFMG, que atua com desenvolvimento infantil.

A obra, voltada para os pré-leitores, convida crianças e mediadores de leitura a brincarem com o olhar ao conhecerem simpáticos personagens criados com recortes de papel. 

Outra novidade do financiamento é que a cada 1 real doado, outro 1 real vai ser colocado pela empresa Fraldadinhos – criada, recentemente, por um casal de pais que, após experimentarem fraldas ecológicas de diversas empresas, decidiram desenvolver a melhor fralda ecológica e popularizá-la. 

Colabore com a campanha da Periferia Viva 

Ajude a garantir a higiene adequada dos bebês da RMBH de forma duradoura e sustentável. Clique aqui para fazer a contribuição.

Não deixe de divulgar a iniciativa e fazer com que mais famílias sejam auxiliadas. 

Acesse o Instagram da Periferia Viva e siga o nosso Boletim, que nas próximas edições vai esclarecer sobre o uso das fraldas ecológicas. 

Texto do voluntário Ives Teixeira Souza


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