INICIATIVAS DE BH E REGIÃO METROPOLITANA RECEBEM DOAÇÕES DE LEITE

Os projetos receberam ao todo 600 litros de leite, mas necessitam de outras demandas. Conheça as iniciativas e saiba como ajudar

  • Data: 9 de julho de 2020
  • Categoria(s): Tá dando certo

No último mês, algumas iniciativas receberam doações de leite por meio da articulação entre o Periferia Viva e o Comunidade Viva Sem Fome. A doação foi realizada pela empresa Piracanjuba em uma live dos palhaços Patati e Patatá. A doação foi direcionada para a Cáritas, parceira do Comunidade Viva, que destinou a doação para o projeto.

Ao todo, a Piracanjuba doou 600 litros de leite que foram destinados para iniciativas que possuem atendimento a crianças. As entidades contempladas foram as seguintes:

  • Pequenos Campeões;
  • Quilombo dos Luízes;
  • Instituto IDE Brasil;
  • Mães do Anel;
  • Associação Dona de Leite;
  • Associação Local Vila Maria;
  • Quilombo Manzo;
  • Coletivo Clã das Lobas;
  • Comitê Mineiro de Apoio à Causa Indígena;
  • Coletivo Tereza de Benguela.

As doações puderam ajudar muitas dessas iniciativas, amenizando alguns problemas pelos quais elas estão passando. Porém, em casos como o Comitê Mineiro de Apoio à Causa Indígena e a Associação Local Vila Maria, ainda existem muitas demandas a serem atendidas.

“Essa doação foi importante porque nós temos um número muito grande de crianças. Então dá uma amenizada nessa situação, porque a gente tem várias demandas, principalmente com as crianças, demandas de leite, de fraldas, nós temos demandas de roupas de frio, agasalho e alimentação básica […]”.

Avelin Buniacá Kambiwá, fundadora do Comitê Mineiro de Apoio à Causa Indígena

“A questão do leite foi de suma importância, nós temos muitas crianças que são alimentadas quando estão na escola, […] a prefeitura tá doando cestas básicas, mas nós temos muitas famílias com muitas crianças. Então, essa cesta não dá pra muito tempo, então a gente acrescenta. Temos também muitos idosos que precisam de nossa ajuda.”

Robert Araujo, idealizador e coordenador da Associação Local Vila Maria

SOBRE O COMITÊ MINEIRO DE APOIO À CAUSA INDÍGENA

O Comitê Mineiro de Apoio à Causa Indígena começou em 2012 reunindo indígenas que moravam em Belo Horizonte e região metropolitana em busca de direitos como: direito à venda do artesanato livre, direito de usar os trajes tradicionais, direito ao acesso às políticas públicas de saúde e educação. O projeto também começou com uma luta pelo território, que culminou na retomada de Naô Xohã, em Joaquim de Bicas, que foi atingido pelo crime da Vale em 2019. O Comitê atende a 100 famílias indígenas em BH e região.

Avelin destaca como desafios do Comitê: a manutenção da vida, o pagamento dos aluguéis dos indígenas que vivem fora do território tradicional, acesso à alimentação saudável, proteção, cuidado com as crianças, acesso à saúde. Porém, o principal desafio é mostrar que essa comunidade existe em contexto de invisibilidade histórica, e que ela ajuda a construir essa cidade e tem muito a acrescentar para uma sociedade muito mais justa,

Nesse momento difícil, a fundadora vê na ancestralidade uma fonte de força e alegria. “A gente entende que nós não estamos sozinhos, a nossa ancestralidade nos acompanha, nós continuamos praticando nossos rituais sagrados, continuamos mantendo nossa cultura viva e nos apegamos a nossa força ancestral, isso nos mantém vivos.”

Acesse a página do Comitê para conhecer mais sobre a ação. Acompanhe o projeto também pelo Facebook.

Doações em dinheiro podem ser feitas com os dados:
Banco do Brasil
Agência: 3014-7
Conta Corrente: 135533-3
Instituto Imersão Latina
CNPJ 11.861.797/0001-38

A última vaquinha para arrecadação de recursos realizada, infelizmente, não atingiu a meta, mas em breve o link de uma nova será disponibilizada no site. Uma forma de contribuir também é divulgando as lutas e a realidade dos povos indígenas na cidade de BH e região metropolitana.

SOBRE A ASSOCIAÇÃO LOCAL VILA MARIA

O projeto começou logo no início da pandemia e o fechamento dos comércios. Foi pensado para atender as famílias, uma vez que este é um bairro periférico e muitas pessoas necessitam do serviço informal. No começo, o grupo não tinha doações, o que fez com que Robert pegasse coisas da sua casa para distribuir, além de depender da ajuda de alguns amigos. Com o passar do tempo, conseguiram parcerias para atender essas famílias.

A Associação atende famílias em situação de emergência nas regiões da Vila Maria, Jardim Vitória, Pousada Santo Antônio, Getsêmani, Vitória e famílias do Anel Rodoviário. Atualmente, o projeto atende um total de 70 famílias, além de mais de 120 que aguardam na lista de espera. À medida que as doações vão chegando, elas são encaminhadas para essas pessoas. Após a reabertura do comércio, a COVID-19 tem se alastrado dentro da comunidade, afirma Robert, o que intensificou o desafio que o grupo já possuía.

As famílias atendidas pela associação estão precisando de doações de diversos gêneros. “Nós estamos precisando de tudo. Cestas básicas, leite, material de limpeza produtos de higiene […], além das cestas, que é o produto de primeira necessidade, álcool, essas coisas.” Os voluntários também estão precisando de equipamentos de segurança (máscaras, luvas, etc) para continuar a realização das doações.

As pessoas podem ajudar doando alimentos, cestas básicas, material de limpeza, produtos de higiene pessoal, máscaras, luvas, etc. As doações são recebidas no endereço: Avenida dos Sociais 49, Jardim Vitória (é o endereço de uma igreja). O grupo também pode buscar as doações. Para fazer a doação, entre em contato pelo número: (31) 98664-3387 (Robert).

Doações em dinheiro podem ser feitas na conta de um comerciante local parceiro, que tem montado cestas com 15 itens, no valor de R$65,00 e presta contas ao coletivo:
Banco do Brasil
Agência: 1614-4
Conta Corrente 7627-9
Joaquim e Maria Ltda.
CNPJ 04693686/0001-02

Matéria escrita pelo voluntário Arthur Santana


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