Os pesares de Giu estão na Periferia Viva

Coletivos, Coletivas e ativistas periféricos. Um retrato da vivência periférica num pré, pós e durante a pandemia. Em versos, estrofes, parágrafos. Gritos. Sussurros. Um afago. Um soco. Um comentário. Um desabafo. Artistas da Rede do Fórum das Juventudes vêm compartilhar as suas realidades no blog de notícias do Periferia Viva!

  • Data: 4 de setembro de 2020
  • Categoria(s): Pandemia Periférica

Na coluna Pandemia Periférica dessa semana, quem traz o recado da periferia é a Giu. A poeta tem 21 anos, mora em Venda Nova, integra a coletiva MANAS e a página às3emponto. Giu é autora do zine “Versos do meu coração”, é arte educadora, dançarina e escritora, além de dedicar-se à poesia. Na sua lista de produções literárias estão a coletânea “Raízes, Resgate Ancestral”, a antologia “Ócios no Ofício” e o livro “Relatos da Quarentena”, pelo Fórum da Juventude de BH.

Apesar dos pesares

a vida me pareceu menos curta

exposta bem na porta do meu quarto

ainda tem o cheiro do seu perfume no meu banheiro

nada me compra

o simples me basta

seu toque me cabe tão bem

o carinho na alma me acolhe

eu nunca fui fácil de me deixar

já me deixaram tantas vezes que às vezes penso

que uma hora ou outra

ela também se vai



minha pele cheira a rosa mosqueta

ela tem medo das borboletas que me causa

me ganhou pelo estômago

de corpo

e coração

eu quebro as regras que não me cabem

é desastre

e eu erro por vacilo de querer acompanhar

o que não caminha no meu ritmo

agradeço por todos os meus dias

que o divino conserve minha bondade

que eu jamais me afaste da luz

nem dos peitos cheios de amor

pela vida

e que a vida seja o que se é

uma utopia nas explicações

mas uma delícia de sentir.

Poeta Giu

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